• Pedro Victor

Você sabe o que é calorimetria exploratória diferencial (DSC)?



Os polímeros são materiais tão versáteis e diversificados que revolucionaram e continuam revolucionando diversos aspectos do nosso dia a dia. O primeiro polímero sintético foi desenvolvido em 1912 por Leo Baekeland e foi chamado de baquelite (ok que já existiam as borrachas e as nitroceluloses, mas nenhum desses era 100% sintético ainda), e desde então o desenvolvimento desses materiais cresceu exponencialmente durante o século XX, chegando a uma produção total de 8,9 bilhões de toneladas até os dias de hoje.

Entretanto, apesar de geralmente ser rápido e barato, o processamento e caracterização desses materiais fez crescer a urgência por técnicas de análise mais especializadas que contemplassem, por exemplo, características de fases amorfas e reações de cura, uma vez que essas características não estão presentes na maioria dos metais e cerâmicas (materiais mais estudados antes da chegada dos polímeros). Foi pensando nisso que, em 1962, E. S. Watson e M. J. O'Neill desenvolveram o primeiro DSC.

DSC (Differential scanning calorimetry) ou Calorimetria exploratória diferencial em português, é um tipo de análise térmica que mensura a quantidade de energia que é absorvida ou liberada por uma amostra quando a mesma sofre aquecimentos e resfriamentos controlados, em outras palavras, são realizadas as medidas das variações de entalpia do sistema. Durante a análise o equipamento mede a diferença de fluxo de calor entre a amostra e uma referência, gerando como output curvas representativas desse fluxo de calor em função da temperatura.

Um dos princípios básicos para o funcionamento do DSC é que os materiais sofrem variações de entalpia ao passarem por alguma mudança de fase, seja ela de primeira ordem (como fusão), ou de segunda ordem (como transição vítrea), e como estamos falando de variação de entalpia, podemos detectar essas transformações com a calorimetria exploratória diferencial. Se a reação fizer o material liberar energia, é classificada como exotérmica e vai representar um pico positivo na curva, e se absorver energia será endotérmica e caracteriza um pico negativo.

Atualmente DSC é uma das principais análises térmicas utilizadas em polímeros e serve para verificar uma gama de características desses materiais, como reações de cristalização, temperatura de fusão, temperatura de transição vítrea, cura do material, oxidação. Outra área de aplicação muito importante para o DSC é na verificação de pureza de fármacos em geral.

Precisa realizar alguma análise de DSC para a sua empresa ou projeto? Contacte a LIGA para trazermos soluções inovadores e com preços acessíveis para o seu negócio.


Referências:

JOSEPH D. MENCZEL R. BRUCE PRIME (2009) Thermal analysis of polymers: fundamentals and applications, 1st edn., Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons, Inc.


Darci Pitt, F., Boing, D. and Barros, A., 2011. DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO, CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DE POLÍMEROS SINTÉTICOS E DE FONTES RENOVÁVEIS. Revista da Unifebe, nº 9.

Sites:


https://revistapesquisa.fapesp.br/planeta-plastico/


https://en.wikipedia.org/wiki/Differential_scanning_calorimetry


http://www.ifba.edu.br/professores/iarasantos/QUI%20541_Qu%C3%ADmica%20de%20pol%C3%ADmeros/aulas/0-hist%C3%B3rio%20de%20pol%C3%ADmeros.pdf


https://www.youtube.com/watch?v=MRJXMEIpmpU


https://www.mt.com/br/pt/home/products/Laboratory_Analytics_Browse/TA_Family_Browse/DSC.html


7 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo